. Quando menos eu esperava....
. 120 anos
. ...
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Não é a primeira vez que faço isto. Estou cansada de não aproveitar os momentos e de andar atrás deles depois de já terem passado. Como posso andar sempre cheia de medo?! Não vivo. Não aproveito. E não sou, plenamente, feliz. Sou uma palerma! Mas uma palerma racional, porque se não o fosse, seria surpreendida mais vezes e não me doeriam as costas do peso da desilusão que carrego de tempos em tempos.
Não sei como não pensar. Já pensei em não pensar. É difícil. Sou assim!
Se o problema fosse só este, até aguentaria. Mas, para ajudar à festa, há ainda a mania que tenho de idealizar as pessoas. Essa pessoa que só conheci por uns momentos e que não despertou em mim nenhum outro sentimento para além da simpatia e da amizade, tem-me deixado, impaciente, à espera da resposta aos e-mails. Tudo porque, agora que está longe e que não posso ver os seus defeitos, posso fazer dela a imagem que eu quero. Posso prever o que “a pessoa idealizada” me vai responder. E depois, claro, a resposta vem diferente e eu sinto-me mais pequena.
Para não fugir à regra, acrescento outro problema, que talvez seja o pior de todos. Não sou capaz de enfrentar as pessoas nos olhos. Medo de reprovação. Medo do “NÃO”! Se o fizesse, seria mais fácil compreender o que realmente os outros estão a sentir e não estaria agora a tentar ler as entrelinhas dos e-mails que recebo nem a descodificar atitudes e frases que, quem sabe, estão a ser manipuladas pelo meu subconsciente sempre que me lembro delas.
Eu consigo explicar tudo isto: o facto de me sentir sozinha faz com que tente encontrar numa pessoa que me deu atenção (do meu ponto de vista, uma atenção especial) a pessoal ideal. Claro que o que idealizo não sai igual ao original e lá vem a desilusão seguida do esclarecimento que acabei de escrever na frase anterior. Mas, quando a ilusão começa a passar (e passa rapidamente), a tristeza vem, porque fiz mais uma vez a mesma coisa: criei um deus e, de repente, tornei-me agnóstica!
Já há muito se diz : "Se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé!". Tenho de começar a pensar no que é preciso para ter tudo pronto quando chegar a hora. A montanha vai levantar vôo!
Muitas vezes me disseram: "- Quando menos esperares, as coisas acontecem". Sempre pensei que era só para me acalmarem e para não me deixarem perder a esperança. Mas o certo é que tinham razão! Quando a esperança já estava perdida, o assunto esquecido e quando já estava a reprogramar o futuro mais próximo, eis que tenho uma surpresa: ELE VEM CÁ!
Há duas lições que posso tirar do que aconteceu: a primeira é que ter bom comportamento compensa; a segunda é que quando menos esperamos, as coisas, realmente, acontecem!
Estava do prefácio do novo livro. Do nada surgiu-me uma ideia para escrever. No Domingo, reparei num cartaz que anunciava a comemoração, no dia 23 deste mês, dos 120 anos do nascimento do Padre Américo. É hoje!
O Padre Américo foi o fundador da Casa do Gaiato. Já falei sobre isto anteriormente e peço, a quem estiver interessado, o favor de ler o post nesta ligação http://oqueelemedisse.blogs.sapo.pt/1358.h
Sinto-me... não, é melhor dizer: "sou preguiçosa"! Não tenho escrito. Não é por falta de tempo. Talvez seja um pouco por falta de tema e de vontade. Podia ter falado sobre a minha estadia em Lisboa por uma semana ou pela noite no Bairro Alto... Se disser que estou a reiniciar as minhas leituras, já não parece tão mal ter passado tanto tempo sem escrever, pois não? Pode ser que, entretanto, escreva sobre aquilo que estou a ler.
-Por mim pode...!
Os pensamentos e os sonhos são poderosos! São a única forma que temos para voar... e ninguém nos pode travar!